Ervas marinhas das salinas com potencial de captação de carbono superior às florestas demonstrado num projeto em Castro Marim

Ambiente

Um projeto com três anos apresentou recentemente os resultados na Casa do Sal, sobre o potencial das salinas tradicionais de Castro Marim no sequestro de carbono e no combate às alterações climáticas, numa iniciativa que decorreu no dia 26 de junho.

Esta sessão marcou o encerramento das atividades do projeto Sal C, liderado pelo instituto BlueZ C, da Universidade do Algarve, depois de três anos de investigação científica, sendo distinguido com o prémio Promove, financiado pelo BPI e pela Fundação “la Caixa”.

Ao longo de três anos, as salinas MadeInSea, em Castro Marim, foram transformadas num autêntico laboratório vivo pelo professor Rui Santos, que estudou o carbono azul e a recuperação de ecossistemas marinhos.

Este trabalho demonstrou o sucesso de um viveiro de ervas marinhas, através do cultivo de plantas que captam carbono de forma mais eficiente do que uma floresta terrestre.

Estas pradarias marinhas têm também um papel importante na filtragem de poluentes e de microplásticos na água, obtendo assim sal de pureza elevada.

O projeto contou com o apoio do Município de Castro Marim, em colaboração com a Eurocidade do Guadiana.

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